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Tuesday, March 15, 2011

Nostalgia e memória ruim

Puta combinação. Recomendo à qualquer um; só a viagem que acontece na hora que alguém te lembra determinados eventos vale todo o perrengue.

Agora há pouco debatia timbres, válvulas e pedais boutique com um chapa de tempos, mais tempo do que muitos dos meus melhores amigos. Conheço o cara de uma lista de guitarra que assino desde os 14 anos... não fosse fato de que nunca o vi pessoalmente, nenhuma diferença teria entre ele e os camaradas daqui. Da discussão predominantemente técnica, foram aparecendo fatos curiosos, antiguidades e histórias de uma época "de 1900 e conexão discada", como ele mesmo disse.

Lembra o chapa que, certa vez, comprou uma Zoom 505 por R$ 160, mas teve que pagar R$ 180 no final das contas. Dei risada. Logo depois, ele me lembra que o dono da Zoom era eu.

Viagem lisérgica de microsegundos depois, pergunto qual foi o rolo dos 180 mangos. E a explicação, carregada de significado nostálgico, não podia ser menos épica:

"A fonte do metallica que você usava na época no ICQ tinha o 6 muito parecido com o 8."


Maldição. Agora sou obrigado a conhecer Brasília e pagar umas rodadas pro cara. Só podia ser xará, mesmo.


.: Ouvindo: Amorphis - Sky is Mine :.

Wednesday, December 01, 2010

Argentina³

Días 2/3

Rammstein foi fodástico, muitos efeitos visuais, fogos de artíficio, pirotecnia e tal. Fila na entrada e compra de ingressos "imitación original" foram foda. Algum tumulto na saída do show e um tempo bem mais frio do que quando chegamos... pegou mesmo quando os ônibus pararam de pegar passageiros. Eles simplesmente passavam direto pelo ponto, sem parar, e a gente lá congelando.

Resolvemos comer uma pizza no joint logo ali perto do ponto e ver no que dava. O atendimento foi meia boca, um monte de cabeludos de preto, góticos, freaks em geral e a tiazinha não tava realmente acostumada com tanto movimento. Depois de comer tentamos o busão mais uma vez. Depois de três ou quatro ônibus hijos de puta e um sem número de xingamentos e piadas ruins, conseguimos entrar em uma das linhas que nos levaria de volta ao Obelisco. Descemos na esquina da rua do hostel com a 9 de Julio, e nos inspiramos com alguns botecos ainda abertos. Trocamos de roupa pra algo mais quente e voltamos pra rua, pro after. O boteco que escolhemos era caro, e um dos caras do grupo, o suíço, tinha uma garrafa de Bacardi no quarto dele. O plano kiosco-coca-cuba foi de aceitação imediata.

Depois de sermos expulsos do hall do hostel, fomos pro nosso quarto (que tinha duas camas livres by now, o casal de franceses já tinha vazado) e ficamos por lá trocando histórias, falando muita merda. Batia cinco da manhã quando we were calling it quits. Borrachos.
Bold

Wednesday, June 30, 2010

Nostalgia Marcial

Ontem rolou um treino comemorativo da parceira entre o Kawai Shihan Dojo e a Associação Budokan, tradicional dojo de Karate Shotokan em Florianópolis. O KSD já ministra aulas nos tatames da Associação há um ano, sob a tutela de Vítor Santos Sensei, e conta com 7 alunos assíduos. A iniciativa de um deles, Castro San, 3º Dan de Karate, tornou possível essa empreitada.

Nostalgia

Há aproximados 20 anos, lá ia eu, moleque empolgado, treinar karate na Budokan. Coincidências à parte, o espaço da associação mudou bastante, bem como as pessoas. Meu antigo mestre, o qual nem recordo o nome, já não ministra mais aulas... apesar disso, lembro bem dos finais de treinos com ele.
Sentávamos todos em seiza, concentrados. Após alguns instantes, ele advertia a turma: "Não cocem o suor que corre atrás das orelhas". Terror. A combinação de sentir o suor escorrendo, e o fato de não poder coçá-lo, era pior que a ansiedade do escondido no infantil esconde-esconde. Curioso, carrego comigo este costume até hoje, em tempos de Aikido.

O treino foi excelente, com contribuições dos vários Sensei do KSD e dos Sensei da Budokan presentes. Voltar a fazer Chudan Barai, Oi Zukis e liberar energia com Kiai foi demais. Ver cada grupo com suas dificuldades na arte pouco conhecida, também. Uma volta aos tatames de Karate não é nada impossível...

.: Ouvindo: Muse - Dead Star :.

Saturday, November 14, 2009

Talk about bad timing...

Agora há pouco estava no meio de um sonho, um sonho bem excêntrico, do qual só me recordo alguns flashes. Do pouco que me lembro, um detalhe era diferente: o sonho era musicado. Tinha trilha sonora. Foi um dos poucos sonhos musicados de que me recordo até hoje. Tocava "Linger".


No meio disso tudo um chapa me liga e eu acordo. Blasfêmias.

(Veja o clipe aqui. Ia embedar, mas o youtube me cortou o barato. Blasfêmias.)

Monday, November 09, 2009

Memória

Ontem, voltando de Blumenau com o povo do Aikido, tive umas idéias sobre um post bombástico pro blog.

A viagem passou, muita merda na estrada, música, piadas, paradas pra reanimar os joelhos... e eu esqueci o que ia postar. Fukk.


Anyway, a viagem foi bacana. Na ida, perdi a entrada de Ilhota e acabei vindo pela BR-470. Achei mais rápido. Na volta, depois de garimpar a cidade por um caixa do BB que funcionasse, pegamos o mesmo caminho. Nada de posters bacanas de lingerie, though.


.: Ouvindo: Opeth - Hessian Peel :.

Thursday, May 21, 2009

Teem?!

Teem é um clássico dos refrigerantes de limãoEssa é da nossa recente road trip a Tubarão, onde tocamos com o Blakk Market.

O Bar do Buda, também conhecido como Directorio's, ainda tem Teem, clássico absoluto dos refrigerantes de limão. E eles também servem Heineken.


Beat that.


.: Ouvindo: Blakk Market - Indians (Tribute to Anthrax) :.

Tuesday, June 24, 2008

Godamn - R.I.P. George Carlin

George Carlin, Comic Who Chafed at Society and Its Constraints, Dies at 71

Taí, tanto fdp pra morrer, e logo o GC que vai embora.

"God can only be a man.... only a man could fuck things up this way."


http://www.nytimes.com/2008/06/24/arts/24carlin.html?_r=1&hp&oref=slogin

Wednesday, June 04, 2008

A inacreditável história do putardo babaca

Tenho deixado muita história boa sem o devido eco, muitas delas dentro do perfil deste blog. Quando resolvi criar o espaço, um camarada já iniciado comentou: "É, agora tem que assumir e atualizar com freqüencia...". Gosto de pensar que ele falou com a 'consciência tranqüila' de que é muito difícil manter posts sempre frescos no ar.

Uma dessas histórias ocorreu há uns bons 3 meses, em um almoço qualquer no shopping trindade.
Catei um rango bacana no joint onde tradicionalmente almoço, e procurei por um lugar vago; a praça de alimentação bastante cheia, e a probabilidade de sentar-se confortavelmente diminuía a cada segundo. Foi quando encontrei um grupo de camaradas sentados quase no meio da massa indistinta. Corri para o local, tomando o devido cuidado com os preciosos artigos da bandeja.

Lá chegando, escolhi o lado com vagas pra sentar; a ponta da mesa estava ocupada por um senhor em plena atividade alimentícia, além de seus pertences não tão bem alimentados. Depois de cumprimentar os comparsas, dirigi-me ao distinto cidadão, questionando a possibilidade de utilizar a cadeira logo ao seu lado (visivelmente a melhor escolha, frente à necessidade de conversa com os convivas). O filho de uma puta olha bem na minha cara e responde: "Não, não pode; minha bolsa está sentada aí". E volta a comer.

Os leitores desse blog sabem que sou até razoavelmente calmo, mas disparates desse tipo costumam me tirar do sério. Uma míriade de possibilidades passou pela minha cabeça:

  • exigir meus direitos e apontar a placa de "objetos não guardam lugar", afixada em uma pilastra próxima;
  • chutar as merdas que o cara estava levando e sentar sem maiores cerimônias;
  • jogar a minha comida na cabeça do putardo (visivelmente a pior escolha);
  • jogar a comida dele na cabeça dele;
  • jogar a comida dele dentro da mochila tão preciosa (votada como a melhor saída, catalogada como Pendência forte com possíveis dividendos pela Teoria Geral do Gafanhoto [2005]);
  • utilizar o set de armas brancas que me foi cedido pelo joint e proceder com uma secção da jugular do sujeito, com direito a esguicho de cinema (nº 2 no ranking de melhor saída);
Apesar de convidativas, não executei nenhuma das ações acima. Engoli em seco e sentei-me numa cadeira próxima, mas que exigia malabarismos vocais pra que a conversa com os comparsas fluísse. Todos se entreolharam com aquele ar de "mas que palhaço" e eu aproveitei a deixa pra xingar mentalmente e de forma sistemática todos os entes vivos aparentados com aquele putardo pederasta.

Daria um rolo descomunal e um bate-boca inflamado, mas ficaria satisfeito e com overdose de endorfinas se tivesse jogado a comida podre do babaca nele e na mochila. E quebrado seus óculos. Talvez seus joelhos também, só pra ele aprender a deixar de ser idiota.

.: Ouvindo: The Haunted - Bury your Dead :.

Monday, October 22, 2007

Talk about celebrations...

Outubro de 2006. Mês de viagens, festas, metal, treinos e afins. Mês intenso, rápido, estressado. Muitas memórias afloram, e pouquíssimas de fatos descontentes.
Muitas coisas celebram um ano as we speak, tanto as que duraram quanto as que ficaram no meio do caminho; o que importa mesmo é que todas estão guardadas. Bem guardadas.





.: Ouvindo: Gotthard - All We Are :. (coincidentemente uma das lembranças!)

Tuesday, August 21, 2007

Number One

With honors!
(make yourself a favor and try not to understand this)


.: Ouvindo: The Haunted - The Stain :.

Tuesday, February 13, 2007

I remember you... [a trip down memory lane]

Ontem saí com a patroa pra resolver coisas no centro.

Fui pegar uma das minhas fotos premiadas na XIª Maratona Fotográfica, na tal da Casa da Memória. Foi um parto pra achar o local da primeira vez: placa com o nome da instituição é inexistente; no lugar, constam as letras PRC, em tipos antigos, datadas da construção do imóvel, creio. Eles poderiam muito bem ter colocado um banner lateral na coluna da casa, no melhor estilo Paula Scher, mas não.

Uma vez na casa da memória, conseguimos o negativo da foto; seguimos até a Realcolor perto do palácio pra fazer a cópia. Formato 15x21, uma hora pra ficar pronto. Eram 17:30 - a sorte é que tudo fica aberto até as 19 - precisava devolver o negativo e resgatar minha identidade, que foi usada como refém.

Pra passar o tempo, rodamos um pouco na área da Trajano, quando lembrei do Cafezinho, um antigo joint de derivados do café que eu e outros comparsas freqüentávamos na época do terceirão. Descemos na galeria, fizemos o pedido e ficamos por ali. O pão de queijo com capuccino desceu 'que nem leite no ouvido', e comecei a relatar as piras da época pra patroa.
Lembro da discussão com a dona do joint, pois usávamos a mesa pra jogar truco; logo depois o vício pelo capuccino médio e o 'ponto' ali, 98% dos dias do ano letivo.
Falando em ano letivo, lembrei que isso foi em 2000 e que tá fazendo 7 anos dessa brincadeira! Apavorado e me achando velho, terminei a xícara de capuccino; nisso já batia nosso horário, fomos acertar a conta.

Enquanto fazíamos as trocas de valores, a senhora olhou pra mim e indagou: "Você não é o garoto que vinha aqui, mais uns 4 amigos, há uns 6 anos?"
Hahaha, surprise, surprise. Confirmei as suas suspeitas, falei que na verdade eram 7 anos e conversamos mais um pouco.
Muito curioso, apesar de saber que todos os comparsas mudaram muito durante esse tempo, ela não teve dúvidas... ainda completou, convidando uma futura reunião do grupo pra mais uma visita ao Cafezinho. Cujo nome não é esse, mas isso pouco importa.

.: Ouvindo: Testament - Trail of Tears :.

Monday, December 11, 2006

Rides again!

Domingão, voltando do Bonenkai do Aikido, qual não foi minha surpresa ao cruzar com o primeiro Kadett que tivemos na família... BFB 3051, vindo de São Paulo, zerinho. O ano era 91.


Nem preciso comentar que foi nostálgico rever um dos primeiros carros que dirigi e curti de verdade. Lembro que foi difícil 'aceitar' a traseira dele como bonita, na época. Contrário da frente, pela qual me apaixonei logo de cara.

A foto é cortesia da minha gatinha, co-pilota e fotógrafa Natacha.

O novo dono trocou as calotas originais e ele parecia bem cuidado, no geral.

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Uma notícia que recebi por e-mail essa semana:

Os caças F-14 Tomcat, clássicos eternos, foram aposentados de serviço da marinha americana há aproximadamente 2 meses. Serão substituídos pelo F-18 Super Hornet e pelo Joint Strike Fighter.
"Acabou uma era na aviação militar mundial", como muito bem disse o camarada Bruno.


Aproveitando (e chupando conteúdo do mesmo e-mail), posto um vídeo de um dogfight real ocorrido entre um par de F-14 e um par de MIG-23 sobre o Mediterrâneo nos tempos do governo do Reagan... 'cosa linda'.

http://www.youtube.com/watch?v=zSimVE5NyMw&NR

Dewa Mata!

.: Ouvindo: The Beatles - Eleanor Rigby :.

Saturday, August 05, 2006

Crônica

Minha mãe, revirando alguns recantos aqui da casa, encontrou um papel dobrado em quatro partes, já amarelado e gasto pelo tempo, batido à máquina: era uma crônica que meu avô tinha escrito há muito tempo, na época da Escola de Especialistas da Aeronáutica (até hoje situada em Guaratinguetá).

A situação era curiosa: os alunos tinham um quadro de avisos onde podiam postar crônicas, que eram lidas pelos demais, aglomerados, durante a manhã, antes de escovarem os dentes. Eventualmente começaram críticas e ataques pessoais no quadro, e certos elementos não assinavam a obra ("ficavam na sombra"). Segue o texto do aluno Ivo, do Grupamento Básico, especialidade Aerofotogametria - atualmente conhecida como Fotointeligência.


Escrevendo para aprender

Caros amigos e colegas desta esquadrilha: ao começar a escrever esta, quero lembrar-vos que não sou crítico, nem tampouco pertenço ao quadro dos cronistas, que há semanas atrás vinham atacando como feras famintas qualquer colega que por descuido saísse um pouco da linha, bem como às respectivas famílias que nada tinham a ver com o caso.

Como sou um elemento menos perfeito que meus colegas, apesar de que nada é perfeito no mundo, errei e continuo errando. Por isso, sinto que também fui atacado na sombra por intermédio das extintas "Crônicas do dia". Discordei de muitos termos usados pelos "mascarados", discuti e procurei fazer ver o meu ponto de vista com referência às crônicas, o que não foi aceito.

Finalmente, não sei se por falta de assuntos ou medo do "banho de arrasta", desapareceram do nosso quadro de avisos como que por milagre, as tais crônicas que então já se tornavam afamadas, chamando à atenção da maioria dos alunos da Cia. que, antes de escovarem os dentes, se agrupavam no corredor para tomarem conhecimento do novo assunto a ser debatido durante o dia.

Uma coisa me obrigou a escrever tanta besteira: é que com o desaparecimento das crônicas, os ambientes então classificados por certos elementos como "ralé", onde só alunos sem moral poderiam freqüentar, agora estão sendo freqüentados por estes mesmos elementos e mais alguns que não falavam, mas demonstravam estar do lado dos cronistas.

Será que o ambiente melhorou? Será que estes elementos estão descendo à um grau social tão baixo, ou compreenderam que quem faz o ambiente é o próprio freqüentador?

Meus amigos, o ambiente não é tão baixo como lhes parece; a prova é que, ainda ontem, encontrei dançando num destes ambientes um elemento representante de nossa Cia. junto à sociedade dos alunos.


Ass: Ivo Miguel da Rocha


P.S.: Sei que serei atacado novamente, mas na sombra não vale, ok?



E calou a boca de muita gente. ;)

Dewa Mata!

.: Ouvindo: Soilwork - Rejection Role :.