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Wednesday, December 01, 2010

Argentina³

Días 2/3

Rammstein foi fodástico, muitos efeitos visuais, fogos de artíficio, pirotecnia e tal. Fila na entrada e compra de ingressos "imitación original" foram foda. Algum tumulto na saída do show e um tempo bem mais frio do que quando chegamos... pegou mesmo quando os ônibus pararam de pegar passageiros. Eles simplesmente passavam direto pelo ponto, sem parar, e a gente lá congelando.

Resolvemos comer uma pizza no joint logo ali perto do ponto e ver no que dava. O atendimento foi meia boca, um monte de cabeludos de preto, góticos, freaks em geral e a tiazinha não tava realmente acostumada com tanto movimento. Depois de comer tentamos o busão mais uma vez. Depois de três ou quatro ônibus hijos de puta e um sem número de xingamentos e piadas ruins, conseguimos entrar em uma das linhas que nos levaria de volta ao Obelisco. Descemos na esquina da rua do hostel com a 9 de Julio, e nos inspiramos com alguns botecos ainda abertos. Trocamos de roupa pra algo mais quente e voltamos pra rua, pro after. O boteco que escolhemos era caro, e um dos caras do grupo, o suíço, tinha uma garrafa de Bacardi no quarto dele. O plano kiosco-coca-cuba foi de aceitação imediata.

Depois de sermos expulsos do hall do hostel, fomos pro nosso quarto (que tinha duas camas livres by now, o casal de franceses já tinha vazado) e ficamos por lá trocando histórias, falando muita merda. Batia cinco da manhã quando we were calling it quits. Borrachos.
Bold

Saturday, November 27, 2010

Argentina³

Día 2

Acabamos indo ao Hard Rock Café na Recoleta, só pra encontrar camisetas caríssimas e um mural com uma King V quebrada que o Dave Mustaine deixou por aqui em 97 e um prato assinado pelo Nick Menza. Dig that one up.

Depois da extravagância roqueira, tocamos pro apê de um chapa do Brasil, no mesmo bairro. Puta apê. Vários chapas numa festinha bem bacana - três australianos doidos, duas inglesas, o argentino que mora com o chapa, o chapa e a gente. Joguei um esquema com cartas engraçadíssimo, ouvi expressões curiosas tipo "Fuckdamnit" e just had a great time.

A sexta começou meio lenta, demos uma volta na cidade, pegamos os ingressos do Rammstein e almoçamos em um joint que servia Chop Suey, bebida e 10% por $31. Voltamos pro hostel e, depois de uma soneca, comecei os preparativos pro primeiro treino de Aikido em solo argentino neste ano. O local, Dojo Monte Grande, encabeçado por Diego Brasich Sensei. Ótima recepção como sempre, e um treino bem puxado e muito, muito bom. Trouxe - e recebi - presentes, e já combinamos alguns esquemas pra semana que vem. No início do treino pude assistir a cerimônia de troca de faixas deles - o sensei fica com as faixas antigas e entrega as novas pros aprovados, ao passo que um senpai dá o nó na faixa nova, pela primeira vez, pro kohai. Muito bacana.

Durante o treino saquei uma tatuagem de um dos 3o kyu, uma do Sepultura. Depois do treino hablamos de metal e combinei de deixar nosso CD com ele.

O cordão da minha mochila tinha estourado mais cedo, então, no caminho de volta pro hostel (perto do Obelisco, pela 9 de Julio) resolvi parar em uma banca e pedir um substituto. Parei na banca de um senhor que ouvia música clássica. De "Señor, tenés un cordón para que puedo cerrar mi (gestos aqui, não sei falar mochila)" pra the role of music in people's lives. 40 minutos de conversa assim, aleatoriamente bacana. Uma experiência e tanto.

Depois de chegar ao hostel, comer algo eestender o kimono ensopado, toquei pro The Roof - o bar no ático do hostel. Pisture this: uma jam que começava, uma carioca, um japonês que mora em San Francisco, um italiano doido, duas finlandesas, um suiço mais louco que o italiano e Quilmes, além de mais um monte de gente que eu não conhecia. Top.

Hoje (terceiro dia), temos show do Rammstein e qualquer coisa que vá até tarde como after. A ver lo que pasa, si?

Thursday, November 25, 2010

Argentina³

Día 1

Muy bueno, amigos, consegui uma semaninha de alforria do trampo e toquei a barca pra Buenos Aires. Na lista, temos o show do Rammstein, Hard Rock Café, treinos de aikido e alguns outros pontos quentes pra visitar.


O dia começou cedo, 2:20 da manhã já estava de pé pra chegar ao aeroporto perto das 3h. Lá chegando, caiu bem um sanduíche da Casa do Pão de Queijo, embora o/a atendente fosse estranho/a. o.0

Vôo taxiando e rumando pra BA por volta das 4:20, com chegada no horário - 5:45. A vista do amanhecer estava demais. Buena onda do dia: chofer esperando com o meu nome na plaquinha. Tocamos pro Hostel e largamos as bagagens. O check-in só começava às 14h, então aguardamos (bojamos) no hall do hostel. Mala onda do dia: bobeei em frente ao hostel e tomei um banho de poça d'água de um busão que passava pela rua.
As próximas horas foram peruando pelo centro, calle Florida, Sarmiento e San Martín debaixo de um sol impiedoso. Tocamos pro almoço, e um Bife de Chorizo espetacular nos aguardava. Na frente do restaurante, um mercadinho de rua muito jeitoso rendeu algumas compras...

De volta ao hostel, nova bojada (agora com quarto, que estamos rachando com um casal de franceses gente fina) e cervejinha na sequência. O portunhol mostrou sinais de franca melhora e às vezes dá um nó nas sinapses quando tenho que falar inglês com algum gringo maluco por aqui.

Daqui a pouco vou encarar um banho e planejar a primeira noite em solo argentino. As fotos ficam pra depois, visto que o gênio que vos escreve esqueceu o cabo da câmera (emprestada, diga-se de passagem) em casa.

Suerte!

Tuesday, October 14, 2008

Argentina una vez más #3

Tendo em vista que não dei conta de postar a série como pretendia durante a viagem, vou tentar fazê-lo agora - o que pode dificultar em muito o processo.

02.10.08 - Jueves
Bueno, acordamos no horário do café da manhã do hostel, enrolamos na cama e quase o perdemos. Valeu muito ter levantado meio morto do último dia, porque foi o melhor café da manhã que tivemos em solo argentino.

Na saída do nosso quarto havia uma agência de viagens - Say Hueque - que se gabava por ser a agência de viagens do mochileiro independente. Muy bien, conversamos com o camarada Sebástian, que foi extremamente receptivo, como todo mundo por aqui. Conseguimos com ele algo que a internet e a visa nos negaram - comprar as passagens de ônibus até Mar del Plata. Depois desse episódio, saímos pelo centro pra uma sessão de fotos da cidade.





A empolgação tomou conta, e fomos desde a área da Casa Rosada até Porto Madero, o que dá umas 15 quadras. Ah, por lá as indicações são sempre em quadras e esquinas. E se você não souber a esquina, o taxista fica puto. Já em Porto Madero, a idéia era matar tempo até a ida pra Mar del Plata, então resolvemos pegar um cinema. Estava passando Zohan, e tem um Cinemark em Porto Madero.... só que ele ficava na outra ponta. O negócio lá é grande, e a área deve cobrir umas 17 a 20 quadras, tem até uma universidade dentro.
Pontos positivos: tomamos sorvete do Freddo e tiramos boas fotos. Pontos negativos: músculos inferiores se demitindo e ácido lático por dois ou três dias.

Zohans à parte, tomamos um táxi de volta pro hostel e comemos algo. O busão pra Mar del Plata só saía de madrugada, então peruamos errado pelo hostel e áreas anexas por um tempo. O hostel em que ficamos oferece várias atividades pros hóspedes, incluindo futebol, asado (churrasco) e aulas de español; nossos horários eram tão bizarros que não conseguimos aproveitar nenhuma delas.

Retiro
Esse é o nome da rodoviária onde pegamos o autobús até Mardel. Como não podia deixar de ser, o nome da companhia era Almirante Brown, que, depois viemos a saber, foi um marinheiro irlandês que defendeu a Argentina em algum conflito. Os conhecimentos de história do taxista pra quem eu perguntei isso não eram dos melhores. A rodoviária é bem bagunçada, e apesar do movimento a maioria os kioscos estava fechada. Quando saímos do táxi na frente da estação, um tiozinho muito do borracho chegou chegando e foi carregando nossas malas; quase estourou uma delas ao arrastar pelo chão, justo a mala que tinha rodinhas (eu disse que ele era borracho). Quando chegamos na área das plataformas, o tiozinho estende a mão e pede 5 pesos. Damn it, negociei e acabei morrendo em 4 mangos argentinos. Encontramos vários grupos de brasileiros, e todos tinham a mesma dúvida que a gente: em qual plataforma estaria o ônibus. As passagens continham dados ambígüos como "plataforma 48 a 56", e os telões não ajudavam muito. Que mala onda.

A parte boa desse rolo rodoviário foi a pontualidade, já que os horários previstos estavam sempre sendo cumpridos. Um pouco de fila pra aumentar o cansaço, e deixamos as bagagens com o camarada com cara de mexicano de faroeste que as acomodou na mala do ônibus. Passamos então ao processo de subir no ônibus. O motora conferiu nossas passagens, fez cara de quem não gostou e as devolveu; um outro comparsa dele me abordou enquanto guardava os tickets, oferecendo uma bandejinha de lanches. Cansado dessa história de ofertas bizarras, recusei; quando notei que fazia parte da passagem, botei uma debaixo do braço, ao que o meu estômago dizia "eu já sabia". Fail.

O ônibus era bem confortável, cadeiras grandes, bem reclináveis e bastante espaço. Conferi a bandejinha de sanduíches supracitada em poucos minutos, e rebati com uma coca razoavelmente gelada. A viagem seguiu tranqüila por cerca de 5 horas, até a área metropolitana de Mar del Plata - o único local que vi efetivamente, depois de bojar durante o trajeto.

Thursday, October 02, 2008

Argentina una vez más #2

Hola, chicos!
Como prometido, estou aqui tentando manter a taxa de posts em alta. Vou identificar os dias desta vez, pra quando ler esta parada numa próxima vez tudo fique claro.

01.10.08 - Miércoles
Ontem o dia foi excelente, com pitadas de correria, sono, caos e emoção. Saímos de casa às 5:45 da manhã (não necessariamente tão excelente, neste ponto), pra honrar as duas horas de antecedência requisitadas em vôos internacionais. Depois de todo o rolo que a Gol arranjou, nosso vôo ficou com saída pras 8:10, escala em Guarulhos, e chegada em Buenos Aires às 13:40.

Chegamos às 6:12 no aeroporto; check-in tranqüilo e café da manhã se sucederam até a chegada do vôo 1647. No vôo, confirmamos várias coisas: a Gol oferece lanches bem meia boca e o inglês da tripulação é de padaria. Além disso, agora tem vôos esdrúxulos que saem de Floripa, vão pra São Paulo e voltam pra Argentina - o que é um trajeto bem inteligente.

No aeroporto de Guarulhos tivemos uma troca de portões em cima da hora, e uma tripulação que improvisava linguagem de sinais. Por outro lado, conseguimos passar uma conversa em um dos aero-caras pra repetir o sanduíche que fora servido. O vôo pra Buenos Aires tomou umas duas horas e pouco, e no caminho o piloto encontrou várias 'áreas de instabilidade que não estavam previstas'. Tudo isso ajudou a atrasar o lanche, e quase morremos de fome.
Pontos positivos incluem uma foto com a Mariana Ximenes e a fauna rica de personagens on board, que renderam algumas piadas.


Descendo em Buenos Aires, a temperatura era amena, com o dia um pouco nublado. Catamos as bagagens e enfrentamos uma fila grande pra trocar reais por pesos no Banco de la Nación, cotado como tendo a melhor taxa. Cada real nos rendeu 1.51 pesos e um quase atropelamento por carrinhos de aeroporto.


A corrida para o Centro
Várias opções pra escolher aqui. Remises, táxis, autobús... paramos em uma fila dessas empresas privadas - os remises - e perguntamos. AR$ 130 a corrida, um assalto. Golpe de sorte: cruzamos com um casal de Joinville, juntamos forças e fomos negociar com os taxistas na porta do aeroporto. Portunhol forte nos caras, que também não eram fracos na arte da negociação. O resultado foi mais que bom: AR$ 120 a corrida para os quatro, AR$ 60 por casal.

O povo de Joinville ficou em um hotel cuja diária beira os US$ 300, bonitão. Nós rumamos pra um hostel bem no centro, muito bacana, o Portal del Sur. Aconchegante é a palavra: o do-it-yourself impera, o pessoal é bem bacana e as diárias son chiquitas.
Descarregamos as tralhas e fomos buscar a primeira refeição decente do dia: Bife de Chorizo con papas fritas, um clássico argentino. Voltamos estufados ao hostel, e depois de uma rápida soneca rumamos ao The Clover Irish Pub, convenientemente localizado a uma quadra do hostel.

Beleza de pub. Eles levam a cabo a expressão 'a primeira impressão é a que fica', e colocam a mina mais bonita pra recepcionar os clientes. As outras bonitas ma non troppo atendem as mesas e balcão. Pequeno rolo pra entender o que elas falavam, por conta do barulho e da velocidade com que falavam. Depois de explicar nossa condição de turistas, una charla más de espacio tornava as coisas mais tranqüilas. Sorte grande, chegamos no horário do Double Drink. Munidos de um chopp Isenbeck e um Daiquiri de Pêssego, brindamos à viagem.

De volta ao hostel, casi borrachos, dormimos o sono merecido e atrasado.

Monday, September 29, 2008

Argentina una vez más

Bueno, quarta-feira agora vou pra Argentina, pra merecidas férias e pra conferir o Trimarchi DG mais uma vez. Dessa vez quero ver se consigo postar mais sobre as peruações erradas em solo argentino com a ajuda da tecnologia (muito provavelmente o notebook vai na bagagem).

Muito em breve posto sobre a ida, que já foi um parto por causa dos rolos da malha aviária da Gol.

Hasta luego!

.: Ouvindo: SYL - All Hail the New Flesh :.