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Thursday, September 09, 2010

Detran, a boa vontade e a burocracia

Hoje cedo fui ao Detran. Acordei (um pouco) antes do horário pra evitar muito atraso no trabalho, fiz o negócio direito. Cheguei lá, fila básica: meia hora até ser atendido. Já tinha pago todas as parcelas do licenciamento desse ano, e precisava da documentação nova pra rodar dentro da legalidade. Fiz a minha parte como cidadão e fui até o órgão, com as devidas taxas pagas, apenas pra retirar um papel que diz que eu tô ok com a lei.

Depois de meia hora, me deparo com uma atendente sorridente, milagre que só feriados extendidos fazem por você (até porquê, deus nunca vem aqui mesmo). Procedi com minhas indagações/exclamações com a moça, ela pede meus documentos e acessa meu prontuário pelo computador, muito moderno. Trinta e oito minutos depois de adentrar a budega, sou informado de que tenho uma multa em aberto. "Eu sei", respondi; "está tramitando em processo de defesa".

Ela sorri pra mim, e informa: "Pois é, mas com uma multa em aberto eu não posso renovar a documentação". Argumentei que já tinha pago tudo e, novamente, que a multa estava tramitando, aguardando uma definição do próprio Ciretran/Jari. "Tem que regularizar a situação antes". "Você tá me dizendo que eu preciso PAGAR a multa que eu NÃO QUERO pagar?" A moça arma um sorriso sádico no rosto e dispara: "Exatamente. Depois você PODE SER ressarcido".

Pensei em argumentar, mas vi que era tempo perdido. O sistema tinha vencido. O pior de tudo é ter a convicção de que o sistema não deve ser tão inteligente assim pra me ressarcir. Vai simplesmente me jogar pro fundo da pilha de processos, engolir meu dinheiro e me mandar à merda. Me sinto um idiota por ter que pagar pra andar na lei, sendo que o caos que a sustenta não me dá direito à porra nenhuma. Nem o jeitinho brasileiro dobrou a burocracia digital.

.: Ouvindo: Devin Tonwsend - Hide Nowhere :.

Tuesday, July 13, 2010

Sartre e o politicamente correto

O politicamente correto ainda vai acabar com a graça do mundo.

Hoje me requisitaram uma edição em duas figuras de um dos livros que produzimos aqui no trabalho. Em uma delas figurava Jean-Paul Sartre, existencialista francês, fumando seu inseparável cachimbo; na outra, Roland Barthes empunhando um cigarro.
A professora, autora do livro, politicamente correta, não suportou a imagem de dois pensadores que ela venera, iluminados em suas idéias, fazendo apologia ao fumo. Bolas.

Fizemos, contrariados, a edição; a autora agora, vai ter que suportar a eterna vergonha de ter em seu livro duas grandes figuras, ilustradas em grande destaque, com caras de babaca.

O politicamente correto ainda vai acabar com a graça do mundo.

.: Ouvindo: Opeth - By the pain I see in others :.

Tuesday, May 11, 2010

Intoxicating

No point in telling you
what I've put myself through
to get to you

Guts and glory run
to the puddle of love and anger...
They're the same,
Intoxicating

Drawn in again
where none can reach
Another figure down the hall
One more stain down memory lane

Saturday, November 14, 2009

Talk about bad timing...

Agora há pouco estava no meio de um sonho, um sonho bem excêntrico, do qual só me recordo alguns flashes. Do pouco que me lembro, um detalhe era diferente: o sonho era musicado. Tinha trilha sonora. Foi um dos poucos sonhos musicados de que me recordo até hoje. Tocava "Linger".


No meio disso tudo um chapa me liga e eu acordo. Blasfêmias.

(Veja o clipe aqui. Ia embedar, mas o youtube me cortou o barato. Blasfêmias.)

Monday, May 18, 2009

Pior que isso...

Domingão, reunião dos comparsas pra fazer o balanço da semana. Começamos a boiada no Iguatemi e, forçados pelo horário avançado, mudamos a base de operações para o posto Ipiranga logo em frente.

Lá, depois de umas cervejas e papos inflamados, encosta não muito afastado da gente um carro com som alto. Tocando pagode. Nada de novo até aí, a não ser pelo fato de que o grupo se apropriou de uma canção clássica dos anos 80, Hunting high and low, do não menos clássico A-ha.
Imagine: a mesma harmonia, um arranjo pouco modificado (os teclados eram bem similares), uma voz que não chegava nem aos pés de Morten Harket e uma cadência de pagode meloso acompanhando como base.

Fui acometido de terríveis tremedeiras e dores de ouvido, e a noite não durou muito mais depois disso. Realmente não há justiça nesse mundo.

.: Ouvindo: A-ha - Hunting high and low :.

Saturday, January 17, 2009

Motoqueiros me mordam

Uma vez me falaram que existe uma diferença grande entre motoqueiro e motociclista, e isso parece ser verdade.
Sexta passada, depois que os berrantes da boiada soaram, voei em missão solo pra casa de um camarada, onde os comparsas se reuniam. No caminho, passei no Shopping Itaguaçu para comprar uma janta e bebida para a noite. Fiz todos os trâmites rapidamente, o lanche estava quente e a cerveja gelada quando entrei no carro, ticket pago, rumei para a cancela de saída.

Qual não foi minha surpresa quando, ao colocar o ticket na máquina, vi um motoqueiro no meu lado direito, no espaço dos carros; ele aguardou a abertura da cancela e arrancou, seguido de perto por mim. O que aconteceu? O sensor identificou o movimento dele e a cancela baixou antes que eu pudesse sair.

Freei com tudo pra evitar deixar um pedaço do teto ali; cerveja, sanduíche e sacolas rolando pelo chão do carro. Buzinei pro putardo que nem deu bola, e saí do carro bufando pra falar com o guarda da entrada. O cara chegou perto falando:
- "Ah, o sr. perdeu o tempo da cancela...".
- "Perdi o tempo é o caralho, um motoqueiro filho da puta cruzou na minha frente e a cancela baixou, quase pegou no meu carro!"

Ele sacou que eu estava visivelmente alterado e já contatou um outro guarda. Avisou que estava chamando o responsável por aquela cancela. Porra, se o responsável por aquela cancela não era ele, o que ele fazia ali? Absolutamente nada, porque nem abrir a cancela pra mim ele podia. Resultado, tive que manobrar o carro até um 'retorno' localizado na lateral da cancela e aguardar alguma solução na área de carga e descarga logo atrás.

Dezenove minutos depois, o 'responsável' pela cancela aparece, me pergunta se eu tinha pago o cartão e se tinha ainda o comprovante - pergunta essa que eu quase respondi pouco educadamente - e procedeu para a liberação da máquina.

Resumindo: o sanduíche esfriou, a cerveja esquentou e ainda fui zoado pelos comparsas de boiada.

.: Ouvindo: Danger Danger - Grind :.

Tuesday, September 23, 2008

Sorte

Sorte do orkut de hoje:

"You have a strong desire for a home and your family comes first"

Ah, tá. :P

Tuesday, June 24, 2008

Godamn - R.I.P. George Carlin

George Carlin, Comic Who Chafed at Society and Its Constraints, Dies at 71

Taí, tanto fdp pra morrer, e logo o GC que vai embora.

"God can only be a man.... only a man could fuck things up this way."


http://www.nytimes.com/2008/06/24/arts/24carlin.html?_r=1&hp&oref=slogin

Wednesday, June 04, 2008

A inacreditável história do putardo babaca

Tenho deixado muita história boa sem o devido eco, muitas delas dentro do perfil deste blog. Quando resolvi criar o espaço, um camarada já iniciado comentou: "É, agora tem que assumir e atualizar com freqüencia...". Gosto de pensar que ele falou com a 'consciência tranqüila' de que é muito difícil manter posts sempre frescos no ar.

Uma dessas histórias ocorreu há uns bons 3 meses, em um almoço qualquer no shopping trindade.
Catei um rango bacana no joint onde tradicionalmente almoço, e procurei por um lugar vago; a praça de alimentação bastante cheia, e a probabilidade de sentar-se confortavelmente diminuía a cada segundo. Foi quando encontrei um grupo de camaradas sentados quase no meio da massa indistinta. Corri para o local, tomando o devido cuidado com os preciosos artigos da bandeja.

Lá chegando, escolhi o lado com vagas pra sentar; a ponta da mesa estava ocupada por um senhor em plena atividade alimentícia, além de seus pertences não tão bem alimentados. Depois de cumprimentar os comparsas, dirigi-me ao distinto cidadão, questionando a possibilidade de utilizar a cadeira logo ao seu lado (visivelmente a melhor escolha, frente à necessidade de conversa com os convivas). O filho de uma puta olha bem na minha cara e responde: "Não, não pode; minha bolsa está sentada aí". E volta a comer.

Os leitores desse blog sabem que sou até razoavelmente calmo, mas disparates desse tipo costumam me tirar do sério. Uma míriade de possibilidades passou pela minha cabeça:

  • exigir meus direitos e apontar a placa de "objetos não guardam lugar", afixada em uma pilastra próxima;
  • chutar as merdas que o cara estava levando e sentar sem maiores cerimônias;
  • jogar a minha comida na cabeça do putardo (visivelmente a pior escolha);
  • jogar a comida dele na cabeça dele;
  • jogar a comida dele dentro da mochila tão preciosa (votada como a melhor saída, catalogada como Pendência forte com possíveis dividendos pela Teoria Geral do Gafanhoto [2005]);
  • utilizar o set de armas brancas que me foi cedido pelo joint e proceder com uma secção da jugular do sujeito, com direito a esguicho de cinema (nº 2 no ranking de melhor saída);
Apesar de convidativas, não executei nenhuma das ações acima. Engoli em seco e sentei-me numa cadeira próxima, mas que exigia malabarismos vocais pra que a conversa com os comparsas fluísse. Todos se entreolharam com aquele ar de "mas que palhaço" e eu aproveitei a deixa pra xingar mentalmente e de forma sistemática todos os entes vivos aparentados com aquele putardo pederasta.

Daria um rolo descomunal e um bate-boca inflamado, mas ficaria satisfeito e com overdose de endorfinas se tivesse jogado a comida podre do babaca nele e na mochila. E quebrado seus óculos. Talvez seus joelhos também, só pra ele aprender a deixar de ser idiota.

.: Ouvindo: The Haunted - Bury your Dead :.

Friday, March 28, 2008

No dos outros é refresco...

A idéia é boa; o negócio foi bem feito; o discurso é lindo, mas com restrições.
"Tutti fratelli qui - ma non troppo".

Aí é foda.

Thursday, November 08, 2007

Argh

Ia postar uma história engraçada, mas não tô com humor pra isso.
ARGH!