(Do you) like Blakk Market?
Thursday, May 21, 2009
Wednesday, July 30, 2008
"Vou comer a tia do Báteman!"
Ontem fomos assistir ao Batman no cinema. Puta filme foda. Expandiram alguns acertos do Batman Begins, e já inventaram moda também: a trama é ótima, mas a lista de gadgets do morcegão foi demais pra minha cabeça. Sonar de cu é rola, já dizia o Bebum McGyver.
Depois de uma correria pra chegar no cinema com quitutes, apostas e requintes de crueldade, a película começa a girar e o silêncio é absoluto. Inclusive na tela, o início do filme é silencioso e cria uma tensão impressionante.
Tonight you are all going to be part of a "social experiment", anunciaria o Coringa (o Joker, o Palhaço) logo adiante; mal ele sabia como estaria certo.
Pergunto ao leitor: como emputecer uma platéia de 60 pessoas, bem alimentadas, bem instaladas e pagando um preço até acessível pelo ingresso em um cinema de qualidade? Leve seu bebê pro cinema. Sim, incrédulo leitor, um casal de desmiolados fez isso. É claro que, com o som leve, o clima calmo e o filme sossegado que passava, a criança não tardou em chorar. E o fez em um momento importante e tenso da trama, onde as coisas se explicavam, e arruinou o momento. How's that for social experiment?
O cinema inteiro virou pro canto esquerdo superior da sala. Porra, quer chamar à atenção, toca pelado. Não tem com quem deixar a criança? Revezamento 2 x 2:30h ou deixa de ser vagabundo e baixa na internet. Ora bolas. A censura pra esse filme é de 12 anos. Doze anos implica em uma semi-pessoa que já anda e fala. Se a sessão não tivesse terminado meia-noite e tantas, poderia ter achado alguém responsável e ter reclamado com propriedade.
Sobre o filme: referências mil na trama, que cita Frank Miller em O Cavaleiro das Trevas e Batman Year One, entre outras HQs conceituadas. As personagens são razoavelmente complexas, a trama inteligente e as atuações são boas. E o Coringa rouba a cena. Heath Ledger ficou deprimido depois que comeram a bunda dele em Brokeback Mountain, e resolveu fazer uma interpretação de macho. Esse Coringa excedeu todas as expectativas e releituras de HQ pra cinema, e foi uma das poucas personagens que transitou entre mídias com classe e noção - admito até que bateu o Coringa de Jack Nicholson, do qual sou fã incondicional. Com certeza, com direção e decisões de produção corretas, Nicholson mandaria um Coringa alucinado numa boa. O final com moral foi meio frustrante, mas não matou o filme.
Resumindo: se não viu, veja. Se já viu - e um bebê safado arruinou sua experiência - veja novamente.
.: Ouvindo: Opeth - Coil :.
Posted by
Thiago Rocha
at
9:38 AM
1 comments
Labels: Bebum McGyver, Cinema, Combustão Espontânea, Scheiße
Thursday, April 19, 2007
Floripa Music Hall
Ontem, minha mãe foi na inauguração do Floripa Music Hall, com o show da Gal Costa.
Que alegria! Casa nova, show com nome consagrado da MPB, nada pode dar errado, certo?
Errado. Logo na chegada o problema claríssimo (que eu já tinha previsto) se mostra: "me desculpe, senhora, mas o estacionamento está lotado".
Óbvio que está lotado, simplesmente porque o espaço físico ali serve pra apenas uma das estruturas - uma casa de shows de grande porte ou um estacionamento de grande porte.
Falando em porte, parece que o estabelecimento abriga por volta de 1000 pessoas... não é lá absurdo, o CIC tem capacidade pra 900. A diferença é que na casa nova essas 1000 ficam instaladas em mesas. (o que me leva a questionar, se fosse um show mais descontraído, sem mesas, a capacidade praticamente dobraria... onde eles iam enfiar tanto carro?)
Lá pelas tantas, com garrafa de champagne e sem guardanapos na mesa, as pessoas decidem ir ao banheiro. Ao final de todo o processo, a constatação de que falta água em todas as torneiras...
É o que eu sempre digo... até o Bebum McGyver faria algo de melhor estirpe.
.: Ouvindo: Anthrax - Only :.
Posted by
Thiago Rocha
at
9:56 AM
3
comments
Labels: Bebum McGyver, Demências, Shows
Monday, September 11, 2006
Metanol na veia
Como já rezava uma piada interna dos tempos dourados do terceirão:
"Dois litros de metanol... sem gelo!"
"Sem gelo, senhor?"
"Sim, hoje vai ser estilo 'cowboy'."
Veja a notícia aqui.
Saludos.
.: Ouvindo: Heavens Gate - Menergy :.
Posted by
Thiago Rocha
at
11:00 AM
0
comments
Labels: Bebum McGyver, Demências, Notícias
Friday, August 19, 2005
Sit-Com
Caraca, definitivamente minha vida poderia virar um Sit-Com. É muito simples, sem fazer esforço as situações bizarras me procuram e, segundo a teoria vigente (Teoria Geral do Gafanhoto, vol II - Ed. Altaia) elas podem tomar quatro formas distintas: adendo, dividendo, pendência e pedida. O resto é baboseira, então não perca o seu tempo - classifique a sua vida segundo esses padrões!
Situação 1:
Já demonstrei aqui minha indignação por estar praticamente inválido (ehaheha) em casa, com o pé virado num oito. Muito bem, na hora em que eu estava na clínica e o camarada tava fazendo as bandagens, ele ressaltou, com requintes de crueldade, que eu não deveria, em hipótese alguma, nem pelo que era mais sagrado (nessa hora ele se benzeu), deixar que as bandagens se molhassem. Nossa, parece o Jägermeister: tem tanto aviso pra tomar gelado que se o cidadão tomar quente acho que empacota! (Fonte: McGyver, Bebum; 2005)
Either way, saí da clínica com o pé imobilizado e, como já tinha tomado o banho do dia, fiquei tranqüilo. No outro dia, estava com calma, consegui ordenar as idéias e fazer uma mandinga com duas sacolas de supermercado, tomar o banho e manter o troço seco. No terceiro e quarto dias, porém, não tive tanta sorte. Em uma das vezes a sacola estava furada; na outra, a pressa (que é inimiga da perfeição) me impediu de fazer o troço direito - e olha que eu tava usando fita por fora e tudo!
Resultado, saí com o pé encharcado (mas ainda vivo) e tenho que ver no que vai dar. O cara da bandagem ressaltou que invariavelmente eu teria que trocar o troço, então, porquê não antecipar, não é mesmo? ;)
Ontem fui na casa da patroa e, em um colóquio com ela e a sogrinha, levei de dez a zero pela sabedoria popular: "Você tem que usar um saco de lixo e um elástico, rapaz; sacola de supermercado já vem furada pra evitar encher de ar e eu nunca vi fita segurando infiltração!!". Porra, como não pensei nisso antes?
Durante essa semana, eu andei randomly pelo centro da cidade e bairros anexos resolvendo pendências. Peguei algumas fotos pro portfolio e ainda tô correndo atrás da minha foto premiada na última Maratona Fotográfica de Florianópolis. A última pista de que tive notícia indicava que ela se encontra agora na Casa da Memória... acontece que os responsáveis de lá são nojentos e escorregadios, sempre que ligo eles encontram uma desculpa pra eu não passar por lá. O cara do acervo, por exemplo, já foi fazer de tudo; a hora que matarem o coitado eu vou chegar lá com all guns blazing e acabar com a palhaçada.
Enfim, num desses telefonemas em que a mulher me deu uma desculpa esfarrapada, aproveitei pra perguntar onde fica a casa da memória - transcrevo o diálogo abaixo:
(...)
- Ok, aproveitando o telefonema, você poderia me dizer onde fica a Casa da Memória?
- Claro, fica atrás do Banco Do Brasil.
(silêncio)
- Er, desculpe...?
- Fica atrás do Banco do Brasil.
- Porra, qual Banco do Brasil?! Só aqui no centro conheço uns 5...
- O que fica perto da Catedral, senhor, tem o prédio do (insira outro órgão público aqui) perto...
- Ah, obrigado... (com som de descaso e um sorriso amarelo).
Essas tiradas normalmente me ocorrem depois, mas deveria ter dito pra ela "ok, senhora, tô ligando do telefone aqui da venda, mas vou preparar a minha carroça e em dois dias eu chego aí, sim?".
Porra, isso lá é indicação que se dê?! Por acaso a cidade se resume no centro, agora? Ou só nos arredores da praça?! Ou pior, só tem UM banco na cidade inteira!!!! Porra, mentalidade provinciana é uma coisa, isso aí já é burrice!
Situação 3:
Nessa mesma leva de resolução de pendências, estava parado no sinal que converge à esquerda, saindo da Beiramar pra cair na Madre Benvenuta. Tava rolando trote, e fui interpelado por uma garota toda cagada de dejetos diversos, me pedindo um trocado. Mais um vez vou me utilizar da tradução simultânea tabajara que o blogger disponibiliza:
- É trote de que curso?
- Medicina.... pô, me dá um dinheiro aí... (visivelmente desempolgada)
- Puta merda, calouro não sabe nada mermo, né? (sotaque carioca aflorando) Não é assim que se pede, garota!
- Ahhh, vai, me dá um trocado, eu tô aqui nesse estado deplorável, descalça, qualquer coisa ajuda!!!! (visivelmente desesperada)
- Porra, agora sim! Segura aí (tira a carteira do bolso), vou te dar as primeiras moedas que caírem na mão...
Acabei deixando uns R$ 0,60 com ela e espero que tenha servido de lição.
Segundo o bebum McGyver, você tem que apelar, falar que qualquer coisa ajuda, qualquer 0,05 ou 0,01 centavo ajuda, faz a diferença!!! Ou então tentar uma estratégia mais forte, "se você não me der um trocado eu te abraço" ou "se você não me der um trocado eu limpo minha blusa no seu carro...". Sempre lembrando que chute no saco e dedo no olho não valem... o resto é canela.
.: Ouvindo: Bon Jovi - Wanted Dead or Alive :.
Posted by
Thiago Rocha
at
9:35 AM
0
comments
Labels: Bebum McGyver, Teoria Geral do Gafanhoto, Wicked Situations
