(Do you) like Blakk Market?

Listen to us! Theater of Lies by Blakk Market
Showing posts with label Teoria Geral do Gafanhoto. Show all posts
Showing posts with label Teoria Geral do Gafanhoto. Show all posts

Wednesday, June 04, 2008

A inacreditável história do putardo babaca

Tenho deixado muita história boa sem o devido eco, muitas delas dentro do perfil deste blog. Quando resolvi criar o espaço, um camarada já iniciado comentou: "É, agora tem que assumir e atualizar com freqüencia...". Gosto de pensar que ele falou com a 'consciência tranqüila' de que é muito difícil manter posts sempre frescos no ar.

Uma dessas histórias ocorreu há uns bons 3 meses, em um almoço qualquer no shopping trindade.
Catei um rango bacana no joint onde tradicionalmente almoço, e procurei por um lugar vago; a praça de alimentação bastante cheia, e a probabilidade de sentar-se confortavelmente diminuía a cada segundo. Foi quando encontrei um grupo de camaradas sentados quase no meio da massa indistinta. Corri para o local, tomando o devido cuidado com os preciosos artigos da bandeja.

Lá chegando, escolhi o lado com vagas pra sentar; a ponta da mesa estava ocupada por um senhor em plena atividade alimentícia, além de seus pertences não tão bem alimentados. Depois de cumprimentar os comparsas, dirigi-me ao distinto cidadão, questionando a possibilidade de utilizar a cadeira logo ao seu lado (visivelmente a melhor escolha, frente à necessidade de conversa com os convivas). O filho de uma puta olha bem na minha cara e responde: "Não, não pode; minha bolsa está sentada aí". E volta a comer.

Os leitores desse blog sabem que sou até razoavelmente calmo, mas disparates desse tipo costumam me tirar do sério. Uma míriade de possibilidades passou pela minha cabeça:

  • exigir meus direitos e apontar a placa de "objetos não guardam lugar", afixada em uma pilastra próxima;
  • chutar as merdas que o cara estava levando e sentar sem maiores cerimônias;
  • jogar a minha comida na cabeça do putardo (visivelmente a pior escolha);
  • jogar a comida dele na cabeça dele;
  • jogar a comida dele dentro da mochila tão preciosa (votada como a melhor saída, catalogada como Pendência forte com possíveis dividendos pela Teoria Geral do Gafanhoto [2005]);
  • utilizar o set de armas brancas que me foi cedido pelo joint e proceder com uma secção da jugular do sujeito, com direito a esguicho de cinema (nº 2 no ranking de melhor saída);
Apesar de convidativas, não executei nenhuma das ações acima. Engoli em seco e sentei-me numa cadeira próxima, mas que exigia malabarismos vocais pra que a conversa com os comparsas fluísse. Todos se entreolharam com aquele ar de "mas que palhaço" e eu aproveitei a deixa pra xingar mentalmente e de forma sistemática todos os entes vivos aparentados com aquele putardo pederasta.

Daria um rolo descomunal e um bate-boca inflamado, mas ficaria satisfeito e com overdose de endorfinas se tivesse jogado a comida podre do babaca nele e na mochila. E quebrado seus óculos. Talvez seus joelhos também, só pra ele aprender a deixar de ser idiota.

.: Ouvindo: The Haunted - Bury your Dead :.

Friday, September 28, 2007

Dia de Cão + Arte de Estacionar, Vol II

Ontem foi foda. Mais um daqueles dias em que você não quer saber de mais nada, de tanta loucura, correria e contradição que apareceram pela frente.

Pra variar, Murphy sempre aparece pra dar aquele empurrãozinho: no meio da tarde, tive que ir até o cento resolver algumas pendengas do trampo, o que seria uma atividade corriqueira não fosse a brilhante atitude da dona de um fiesta azul - trancar o carro do cidadão aqui. Irônico: a maior parte da massa do carro encontrava-se fora do meu caminho, mas o tanto exato de ponta que cobria minha vaga não permitia manobras.

Saí do carro bufando pra tentar achar o autor de tamanho crime contra a paciência e a boa vontade. Vinte segundos depois, sai do limbo CCB/CFM uma senhora, toda envergonhada, pedindo desculpas pelo ocorrido; eu, de jaqueta e 'toca preta' (pseudo chuva nesse momento), semblante de poucos amigos. Quando a senhora me viu, parecia que eu estava prestes à catar um pé-de-cabra no carro e partir pra cima dela. Nos 30 segundos que se seguiram, entre sair do prédio, entrar no carro e liberar o caminho, a cidadã pediu 28,7 desculpas. O 0,3 foi o pedaço que ela falou já dentro do carro.

Pendência com possíveis dividendos, segundo a TGG. Bollocks.

.: Ouvindo: Paul Gilbert & Jimi Kidd - 12 Days of the Blues :.

Tuesday, August 14, 2007

Perseguição

Esse post vai ser recheado de xingamentos. Se você prefere não ler nada de baixo calão, recomendo outras leituras.

Caralho, hoje o dia começou bem. E por bem, leia-se cheiroso. Meu PC deu pau de novo - a placa de vídeo simplesmente "perdeu" os drivers (ou algo muito pior aconteceu) - e instalaram uma lombada nova na rua da patroa. Daquelas que, de tão novas, não foram sinalizadas. Talvez nunca sejam. E lá vai o cidadão, cuidando de motoristas loucos ou moleques atravessando a rua feito frangos, e não vê a lombada. Vocês já sabem o resultado: uma pendência com possíveis dividendos, segundo a TGG (2005);

Filhos da puta, qual a razão de dividirem o processo, porra? Pintar a lombada logo após o término deveria ser a a porra do padrão. Ou melhor, cancelem as merdas das lombadas e coloquem aqueles radares grandes, onde o motorista pode ver a velocidade; aí já vêm as alegações de que o custo é muito alto, etc...

Uma boa seria pegar um naco da dita lombada e levar pro Excelentíssimo prefeito, e introduzi-la no local apropriado, sem sinalização. Ou KY. Políticos... morram todos, queimados e empalados!

Tuesday, May 08, 2007

Puta merda, hein?

Minha mãe acaba de me inteirar que o digníssimo maluco e charlatão, Sr. Paulo Coelho, vai participar de uma novela. Ótimo. O nível deste estilo de programação está mantido e assegurado por mais esta temporada. Segundo a TGG, um adendo com intenções de pedida.

---

Chuva e domingo são sinônimos de caos no trânsito. A rapazeada que nunca dirige, tira o carango da garagem nestas situações. Só hoje, duas mulheres e um cara se jogaram na minha frente, assim, como se passassem do quarto pra sala. Segundo a TGG, um dividendo com possibilidade de pendências fortes.

---

Sinto que a tolerância em relação ao (que eu considero) tosco, baixo, ridículo e vão está baixando. Beware.

---

Edit: isso não quer dizer que não reconheça o bom; tive que me aventurar nas entranhas do PC neste final de semana, e descobri uma ótima sacada da Gigabyte, fabricante da minha placa-mãe: os cabos seriais que ligam os acessórios à placa mãe têm uma faixa de plástico resistente que permite a fácil remoção do cabo... engenhoso.


.: Ouvindo: Amorphis - Evil Inside :.

Saturday, March 03, 2007

Carneiros, porra

Madrugada de sábado, 6:11. Insônia.
Os carneiros de antigamente eram mais efetivos; agora são apenas porcos preguiçosos que nem pulam a porra da cerca.


Como diria o Gafanhoto, em sua eternamente sábia Teoria Geral, insônia pode ser classificada como uma situação de Dividendo com possíveis pendências.

Two thumbs up
.


.: Ouvindo: In Flames - The Jester Race :.

Friday, August 19, 2005

Sit-Com

Caraca, definitivamente minha vida poderia virar um Sit-Com. É muito simples, sem fazer esforço as situações bizarras me procuram e, segundo a teoria vigente (Teoria Geral do Gafanhoto, vol II - Ed. Altaia) elas podem tomar quatro formas distintas: adendo, dividendo, pendência e pedida. O resto é baboseira, então não perca o seu tempo - classifique a sua vida segundo esses padrões!

Situação 1:
Já demonstrei aqui minha indignação por estar praticamente inválido (ehaheha) em casa, com o pé virado num oito. Muito bem, na hora em que eu estava na clínica e o camarada tava fazendo as bandagens, ele ressaltou, com requintes de crueldade, que eu não deveria, em hipótese alguma, nem pelo que era mais sagrado (nessa hora ele se benzeu), deixar que as bandagens se molhassem. Nossa, parece o Jägermeister: tem tanto aviso pra tomar gelado que se o cidadão tomar quente acho que empacota! (Fonte: McGyver, Bebum; 2005)
Either way, saí da clínica com o pé imobilizado e, como já tinha tomado o banho do dia, fiquei tranqüilo. No outro dia, estava com calma, consegui ordenar as idéias e fazer uma mandinga com duas sacolas de supermercado, tomar o banho e manter o troço seco. No terceiro e quarto dias, porém, não tive tanta sorte. Em uma das vezes a sacola estava furada; na outra, a pressa (que é inimiga da perfeição) me impediu de fazer o troço direito - e olha que eu tava usando fita por fora e tudo!
Resultado, saí com o pé encharcado (mas ainda vivo) e tenho que ver no que vai dar. O cara da bandagem ressaltou que invariavelmente eu teria que trocar o troço, então, porquê não antecipar, não é mesmo? ;)
Ontem fui na casa da patroa e, em um colóquio com ela e a sogrinha, levei de dez a zero pela sabedoria popular: "Você tem que usar um saco de lixo e um elástico, rapaz; sacola de supermercado já vem furada pra evitar encher de ar e eu nunca vi fita segurando infiltração!!". Porra, como não pensei nisso antes?


---- ----

Situação 2:
Durante essa semana, eu andei randomly pelo centro da cidade e bairros anexos resolvendo pendências. Peguei algumas fotos pro portfolio e ainda tô correndo atrás da minha foto premiada na última Maratona Fotográfica de Florianópolis. A última pista de que tive notícia indicava que ela se encontra agora na Casa da Memória... acontece que os responsáveis de lá são nojentos e escorregadios, sempre que ligo eles encontram uma desculpa pra eu não passar por lá. O cara do acervo, por exemplo, já foi fazer de tudo; a hora que matarem o coitado eu vou chegar lá com all guns blazing e acabar com a palhaçada.
Enfim, num desses telefonemas em que a mulher me deu uma desculpa esfarrapada, aproveitei pra perguntar onde fica a casa da memória - transcrevo o diálogo abaixo:

(...)
- Ok, aproveitando o telefonema, você poderia me dizer onde fica a Casa da Memória?

- Claro, fica atrás do Banco Do Brasil.

(silêncio)

- Er, desculpe...?

- Fica atrás do Banco do Brasil.

- Porra, qual Banco do Brasil?! Só aqui no centro conheço uns 5...

- O que fica perto da Catedral, senhor, tem o prédio do (insira outro órgão público aqui) perto...

- Ah, obrigado... (com som de descaso e um sorriso amarelo).

Essas tiradas normalmente me ocorrem depois, mas deveria ter dito pra ela "ok, senhora, tô ligando do telefone aqui da venda, mas vou preparar a minha carroça e em dois dias eu chego aí, sim?".
Porra, isso lá é indicação que se dê?! Por acaso a cidade se resume no centro, agora? Ou só nos arredores da praça?! Ou pior, só tem UM banco na cidade inteira!!!! Porra, mentalidade provinciana é uma coisa, isso aí já é burrice!


---- ----

Situação 3:
Nessa mesma leva de resolução de pendências, estava parado no sinal que converge à esquerda, saindo da Beiramar pra cair na Madre Benvenuta. Tava rolando trote, e fui interpelado por uma garota toda cagada de dejetos diversos, me pedindo um trocado. Mais um vez vou me utilizar da tradução simultânea tabajara que o blogger disponibiliza:

- É trote de que curso?

- Medicina.... pô, me dá um dinheiro aí... (visivelmente desempolgada)

- Puta merda, calouro não sabe nada mermo, né? (sotaque carioca aflorando) Não é assim que se pede, garota!

- Ahhh, vai, me dá um trocado, eu tô aqui nesse estado deplorável, descalça, qualquer coisa ajuda!!!! (visivelmente desesperada)

- Porra, agora sim! Segura aí (tira a carteira do bolso), vou te dar as primeiras moedas que caírem na mão...

Acabei deixando uns R$ 0,60 com ela e espero que tenha servido de lição.
Segundo o bebum McGyver, você tem que apelar, falar que qualquer coisa ajuda, qualquer 0,05 ou 0,01 centavo ajuda, faz a diferença!!! Ou então tentar uma estratégia mais forte, "se você não me der um trocado eu te abraço" ou "se você não me der um trocado eu limpo minha blusa no seu carro...". Sempre lembrando que chute no saco e dedo no olho não valem... o resto é canela.


---- ----


Depois dessas, eu me retiro... dewa mata!


.: Ouvindo: Bon Jovi - Wanted Dead or Alive :.